Vinculado ao Departamento de Medicina Preventiva da UNIFESP e ao Laboratório de Saúde Coletiva (LASCOL) da UNIFESP, o Observatório de Políticas Públicas de Saúde/SUS consolidou-se como um espaço estratégico de produção de conhecimento, articulação com movimentos sociais e defesa do sistema público de saúde.
Criado entre 2018 e 2019, o projeto ganhou protagonismo durante a pandemia de COVID-19, produzindo informações importantes para a sociedade civil e combatendo o desmonte das políticas públicas.
Atualmente sob a coordenação do professor Cristian Fabiano Guimarães, o Observatório atua para traduzir questões complexas da saúde para a comunidade acadêmica e a população geral, contribuindo diretamente com gestores municipais, estaduais e federais.
A partir de 2023, o Observatório passou por uma reformulação, estabelecendo quatro grandes eixos de ação:
Processo Saúde-Doença Multidimensional: O foco está em superar o viés meramente biomédico, integrando os determinantes sociais e a perspectiva biopsicossocial através das ciências humanas e sociais.
Monitoramento de Redes Sociais (Social Listening): Utilizando a ferramenta Brand24, o grupo monitora termos como "SUS", "fila" e "planos de saúde" para identificar tendências, combater a desinformação e entender a percepção da sociedade sobre o sistema.
Interação com Movimentos Sociais: O Observatório desenvolve metodologias para acompanhar movimentos da sociedade civil organizada, como associações de pacientes oncológicos, de nefrologia e de saúde mental, analisando como eles tensionam e contribuem para as políticas públicas.
Atenção Especializada: Através de uma plataforma digital, o grupo disponibiliza diagnósticos detalhados sobre a situação da atenção ambulatorial nos 26 estados e no Distrito Federal.
Um dos diferenciais metodológicos é o uso do monitoramento digital para capturar o que os cidadãos produzem espontaneamente sobre suas experiências no SUS. "Interessa-nos a interação da comunidade e como as redes sociais podem ser veículos de participação social e planejamento", explica a equipe. Além disso, o grupo realiza pesquisas qualitativas robustas, como rodas de conversa e seminários de restituição, onde os dados são devolvidos aos gestores em tempo real para subsidiar decisões.
O trabalho do Observatório tem gerado impactos diretos em Brasília. A pesquisa "Cartografia da Atenção Especializada", encomendada pelo Ministério da Saúde, foi realizada simultaneamente à elaboração da Política Nacional de Atenção Especializada (PNAES).
Entre os principais achados que fundamentam essas ações estão:
Financiamento insuficiente e má distribuição de médicos especialistas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
O caráter "tapa-buraco" e clientelista de muitas emendas parlamentares, que não garantem continuidade no cuidado.
A necessidade de transformar o transporte sanitário de um simples deslocamento em uma verdadeira política de acolhimento e cuidado.
O Observatório também é parte da EGAES (Especialização em Gestão da Atenção Especializada e Redes de Cuidado), um curso de especialização para 180 gestores e trabalhadores do SUS de diversos estados.
A comunicação é vista como pilar central do observatório, através do site oficial com colunas quinzenais do ex-ministro Ademar Arthur Chioro dos Reis e uma parceria estratégica com o site Outra Saúde, coordenada pela jornalista Carol Ito, que integra a equipe.
Recentemente, o Observatório foi credenciado pela Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde para compor o laboratório Inova SUS Digital.
Apesar do sucesso externo e de parcerias internacionais como a Universidade de Bolonha, o grupo enfrenta desafios internos, principalmente a escassez de financiamento direto pela universidade para bolsas e infraestrutura.
Para o futuro, os planos incluem
Um programa de rádio focado em educação em saúde para a população.
Um diagnóstico detalhado sobre a linha de cuidado de violências no município de São Paulo.
Cursos de extensão para gestores sobre comunicação em saúde.
Para acessar relatórios, artigos e acompanhar o observatório, visite o site e as redes sociais oficiais:
Site: https://site.unifesp.br/observatoriodosus/
Instagram: https://www.instagram.com/observatoriodosusunifesp/
Youtube: https://www.youtube.com/@observatoriodosus
X: https://x.com/obs_sus_unifesp
Bluesky: https://bsky.app/profile/observatoriodosus.bsky.social
Criado em 2019, o Observatório – Perfil e Transtornos Emocionais dos Alunos de Graduação da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) surgiu a partir de uma pesquisa sobre a saúde mental dos estudantes de Medicina. A iniciativa teve origem na análise de um banco de dados coordenado pelo professor Manuel Girão e evoluiu para um espaço permanente de acompanhamento, acolhimento e produção de conhecimento sobre o bem-estar emocional dos graduandos.
O principal objetivo do observatório é contribuir para o cuidado com a saúde mental dos estudantes de graduação em Medicina, promovendo o acompanhamento das demandas emocionais dos alunos e fortalecendo as estratégias de acolhimento e assistência oferecidas pela instituição.
O trabalho é desenvolvido em colaboração com instituições e serviços especializados, entre eles o Instituto de Psicologia da USP, o Departamento de Psiquiatria da Unifesp, o Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental (CAISM), o Sedes Sapientiae e clínicas-escola de Psicologia. A equipe reúne psicólogos, médicos residentes, psiquiatras voluntários e colaboradores que atuam tanto no atendimento quanto nas atividades do observatório.
Entre 2019 e 2025, o observatório realizou a avaliação de aproximadamente 500 estudantes e prestou atendimento a 486 alunos, consolidando uma importante rede de acolhimento e cuidado dentro da Escola Paulista de Medicina. Um dos resultados de maior destaque foi a implantação do atendimento em saúde mental no CAISM, ampliando o acesso dos estudantes a acompanhamento especializado.
Entre os principais desafios enfrentados pela equipe estão a elevada demanda por atendimentos e a complexidade das situações acompanhadas. Como perspectiva para os próximos anos, o observatório pretende ampliar a publicação e a divulgação de seus dados, fortalecendo a produção de conhecimento sobre a saúde mental dos estudantes e subsidiando ações institucionais voltadas à promoção do bem-estar na comunidade acadêmica. Além disso, o atendimento continuará sendo realizado de forma online, garantindo a continuidade do suporte oferecido aos estudantes.
Para conhecer mais sobre a história, os objetivos e as iniciativas do Observatório, acesse a página institucional: https://observatorioepm.unifesp.br/institucional